sábado, 25 de junho de 2011

Fantástico!!! É, realmente, de se tirar o chapéu!

Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco - (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Redação:


Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida.
E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos.


Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisso a porta abriu repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.
O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal.
Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Você sabe espanhol?


PARA AQUELES QUE DIZEM QUE ESPANHOL É FÁCIL, QUASE IGUAL AO PORTUGUÊS.

Traduza a frase abaixo:


" LA VIENE UN TARADO PELADO COM SU SACO EN LAS MANOS CORRIENDO DETRAZ DE LA BUSETA, PARA COMER PORRO Y CHUPAR PINTÓN."


Traduziu?

Acertou?

Tem certeza?


Veja abaixo.......


TRADUÇÃO CORRETA:

”LÁ VEM UM HOMEM LOUCO CARECA COM SEU PALETÓ NAS MÃOS CORRENDO ATRÁS DO MICRO ÔNIBUS, PRA COMER CHURROS E BEBER CACHAÇA.”

Além de não saber espanhol você só pensa besteira...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Dicas de Leitura - Infanto-juvenil


UM GNOMO NA MINHA HORTA, de Wilson Rocha

Um escritor de novelas de TV desempregado e um gnomo contador de histórias podem formar uma dupla perfeita? Se você ficou na dúvida, está igual ao João Filipe - herói deste livro -, que é respectivamente filho e amigo dos personagens em questão.
Acontece que o gnomo Casca de Bétula age por conta própria, sem dar ouvidos a ninguém, e o resultado é que ele escreve uma novela que tem tudo para dar o maior ibope. A partir daí, as confusões não pararam mais: sequestro, tempestade de neve e o repentino e inexplicável interesse da mãe de João Filipe por uma horta são alguns dos fatos estranhos que você vai presenciar.
João Filipe vai ter muito trabalho. mas quem mandou ele trazer um gnomo para o Brasil, depois de sua viagem à Europa? Acompanhe esta deliciosa história em que magia e realidade se misturam.

Para aprender mais:
*Faça uma pesquisa sobre gnomos.
*Procure saber coisas sobre a Inglaterra e Petrópolis (localização, cultura, idioma...)

ROCHA, Wilson. Um gnomo na minha horta. São Paulo: Ática - Série Vaga-Lume

segunda-feira, 12 de abril de 2010

FEIRA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2009






Em agosto de 2009 aconteceu na E.E. "Isaura Ferreira" (Conselheiro Lafaiete)a I Feira de Língua Portuguesa. O tema era música: meus alunos do Ensino Médio estudaram o Movimento Tropicalistado e os do Ensino Fundamental Jovem Guarda.


A Tropicália, Tropicalismo ou Movimento Tropicalista foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); mesclou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha também objetivos sociais e políticos, mas principalmente comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960.
Os principais representantes do Tropicalismo foram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Secos & Molhados, Tom Zé, Torquato Neto.

Jovem Guarda foi um movimento surgido na segunda metade da década de 60, que mesclava música, comportamento e moda. Surgiu com um programa televisivo brasileiro exibido pela Rede Record, a partir de 1965. Ao contrário de muitos movimentos que surgiram na mesma época, a Jovem Guarda não possuía cunho político. Batizado no Brasil de "Os Reis do Iê-Iê-Iê", com letras românticas e descontraídas, voltada para o público jovem. A maioria de seus participantes teve como inspiração o rock da década de 50/60, comandado por cantores como Elvis Presley e bandas como os Beatles.
Os principais representantes do Iê-iê-iê (Jovem Guarda) foram Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Wanderléa, Vanusa, Eduardo Araújo, Silvinha, Martinha, Ronnie Von, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Rosemary, Sérgio Reis, e The Fevers

Outros alunos também falaram sobre o POP ROCK dos anos 80 (mais uma vez o manifesto através da música - arte engajada/social) e sobre o SAMBA e seus "parentes" como o chorinho, samba enredo (carnaval), roda de samba, pagode...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

RECEITA PARA PASSAR DE ANO

Ingredientes:
1 litro de disciplina
2 colheres de capricho
6 xícaras de fixação
1 vidro de obediência
7 gotas de responsabilidade
Lápis, borracha, caderno e bastante atenção, colocados numa carteira forrada. Junte a disciplina com a obediência e amasse bem.
Coloque por último o capricho e a responsabilidade e espere os resultados das avaliações.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

DITADOS NA "ERA DIGITAL"

Como estamos na “Era Digital”, foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los à nova realidade. Leia-os e tente descobrir quais são os ditados originais! (Algumas são apenas frases divertidas)

1. A pressa é inimiga da conexão.
2. Amigos, amigos, senhas à parte.
3. A arquivo dado não se olha o formato.
4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
5. Para bom provedor uma senha basta.
6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.
8. Hacker que ladra, não morde.
9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
10. Mouse sujo se limpa em casa.
11. Melhor prevenir do que formatar.
12. Quando um não quer, dois não teclam.
13. Quem clica seus males multiplica.
14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.
15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
16. Quem não tem banda larga, caça com modem.
17. Quem semeia e-mails, colhe spams.
18. Quem tem dedo vai a Roma.com .
19. Vão-se os arquivos, ficam os back-ups.
20. Diga-me que computador tens e direi quem és.
21. Uma impressora disse para outra:
- Essa folha é sua ou é impressão minha.

22. Aluno de informática não cola, faz backup.
23. Na informática nada se perde, nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.